A SAGRADA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

"Amados, ao aproximar-se a comemoração da Minha Entrega em Amor por toda a humanidade, insto-vos a encararem com seriedade os momentos que se avizinham. Antes que a noite caia, aproximem-se do Meu Amor e permitam-me que vos ilumine com a Minha Misericórdia".

ACOMPANHEM-ME, NÃO CONFIRAM OUTRO SENTIDO A ESTA COMEMORAÇÃO DA SEMANA SANTA.

 

TESTEMUNHO DE LUZ DE MARIA

SOBRE A SAGRADA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

14 DE ABRIL DE 2011

 

JESUS PARTILHA AS SUAS ÚLTIMAS DORES COM LUZ DE MARIA,

SUA PROFETA E SUA ALMA VÍTIMA.

 

 

 

INTRODUÇÃO

Por misericórdia infinita, o meu Divino Esposo Jesus dignou-se a manifestar a Sua Paixão no meu débil corpo, a fim de permitir-me partilhar com Ele os sofrimentos da Sua Dolorosa Paixão.

Que seja tudo para “maior glória de Deus e salvação das almas”. Ámen.

 

RELATO

A seguir, relato o que Nosso Senhor Jesus Cristo me permitiu viver no dia de ontem, especificamente as “TRÊS HORAS DE AGONIA NA CRUZ”.

 

Ele partilha comigo a Sua Sagrada Paixão. E ontem vivi e senti as dores que o Meu amado Senhor Jesus Cristo viveu nos últimos momentos da Sua Crucificação.

 

Na Cruz, o Rei de tudo o que foi criado permaneceu rodeado pelos Anjos que não se separaram Dele nem por um momento. Eles acompanharam o Seu Rei, com suprema devoção, veneração e dor.

 

Perante este quadro final, tudo o que foi criado pela Mão do Pai, estremece.

 

O Meu Amado está Coroado de Espinhos, os quais tocam a Cruz e penetram na Sua Sacratíssima Cabeça na parte posterior. A dor de cada momento vai sendo aumentada por novos sofrimentos aos quais é submetido.

 

Ele sofre as consequências da soberba humana no Seu próprio Corpo, enquanto o Seu Espírito se manifesta em Amor infinito por nós. Assim Ele entrega-se totalmente à humanidade e oferece a Sua Sagrada Paixão pelos pecados de todas as gerações.

 

Partilhando comigo Nosso Senhor a Sua dor, por cada espinho que penetra mais fortemente na Sua Divina Cabeça, oferece também estas dores por todos os maus pensamentos dos homens, pelas más acções, pela inteligência mal utilizada, pelas mentes que perversamente atentam contra o dom da vida, pelo rancor, pela impaciência e demais actos de ingratidão.

 

Sinto as minhas mãos rasgarem-se devido ao peso do corpo que é puxado para baixo pela lei natural e que faz com que as minhas mãos unidas, unidas às do meu Jesus, doam de forma atroz.

 

Mas mais que a dor causada pelos cravos, sinto em mim a dor que o meu Amado sente no Seu Íntimo, é uma dor que ultrapassa tudo o que é físico. Uma dor de Amor Sublime: a dor do Rei que é crucificado constantemente pelas más acções que os Seu filhos cometem com as suas mãos. A angústia de tantas horas faz com que os meus dedos fiquem dormentes e sinto o frio que os invade quando o sangue já não circula. Os dedos sem circulação ganham vida de um momento para o outro, quando os seres humanos reparam os danos cometidos com as suas mãos. Neste momento, Jesus vê todas as consagrações realizadas de forma rotineira ou sem fé e dói-se e repara-as não só por tal, como também pelos homicídios, pelos roubos, pelos pecados da carne, pelos abortos e demais pecados que são cometidos com as mãos.

 

Não posso deixar despercebida a minha garganta, que é levada a partilhar essa amargura que chega até ela ao lhe afluírem os sucos gástricos que queimam continuamente e com estes o sangue sobe e quase que me asfixia; a respiração corta-se-me e enquanto respiro, o sufocar chega continuamente, as náuseas não se fazem esperar e no afã de não deixar de respirar, ao aspirar com força, os líquidos penetram nos pulmões rapidamente. A respiração corta-se-me e torna-se mais difícil.           E Jesus Divino dá-me alento para reparar, para não deixar que esta angústia possa mais que o Seu Amor pela humanidade. E eu juntamente com o Meu Jesus, reparo por toda a palavra saída da boca do homem, por cada difamação, por cada calúnia, por cada desamor, por cada maledicência, por cada má palavra proferida com prazer e consciência e por tudo o que não é palavra de bênção.

 

Sem deixar-se vencer face a este grau supremo de dor, o Meu Jesus dá-me alento para permanecer com Ele no Santo Lenho e para suportar com amor todas as dores que se agudizam com maior intensidade. Os espasmos no aparelho digestivo são contínuos.           O Divino Corpo foi golpeado constantemente, desde a noite em que foi preso até este momento na Cruz. A hemorragia interna que tinha sido provocada pelos golpes e as feridas da flagelação, derramou-se no caminho. Não existe carne sobre os ossos e vejo os Anjos recolherem em cálices esse Sangue Divino, fruto da Redenção para toda a raça humana.

 

A garganta já está tão seca, que a saliva e os sucos gástricos deixam de afluir e o fel deixa esse sabor amargo na boca. TENHO SEDE!, exclama  Jesus… e dão-lhe vinagre; e neste vinagre vê esta geração em especial, esta geração que lhe deu e que lhe está a dar fel amargo.

 

As pernas tremem-me e o nosso Amado Jesus ao oferecer e reparar pela humanidade, apoia-se sobre os Pés feridos e trespassados pelo enorme cravo que parece converter-se numa pesada corrente que não deixa a humanidade dar passos em direcção à vida eterna, mas que a mantém sujeita ao pecado. Os tendões ulcerados rompem-se e os músculos saem para fora das pernas. E vejo como a fúria do homem não deixou pele sobre o Corpo do Rei. Com raiva os verdugos descarregaram sobre o Cordeiro Divino todo o ódio da humanidade, é um Corpo que sangra no seu todo, impressionante, um Corpo Santíssimo que não se vê a Si mesmo e que com todo o Amor Infinito vai oferecer até à última gota do Seu Precioso Sangue para lavar o pecado da humanidade a que ama, ama…

 

Neste momento não sinto as pernas. Jesus leva-me a reparar os passos enlameados pela lama da maldade da raça humana. As pernas tremem-me ao sentir os passos agigantados da humanidade que corre movida pela maldade que tenta roubar-lhe a alma. Tremem, ao ver a humanidade correr atrás de falsos deuses que trazem a guerra, a incerteza, a luxúria. Tremo perante uma humanidade que despoja Jesus do seu Reino e o desconhece. É tanto o amor pelas Suas criaturas, que Jesus oferece-se por elas e elevando o Seu próprio Coração, dirige a Seu Pai as palavras que contêm toda a Sua essência: “PERDOAI-LHES PAI PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”!

 

Estas palavras cheias do mesmo Gérmen de Amor Divino, estremecem toda a Criação e esta emudece ao ver a crueldade de Seus inimigos que como uma lança trespassa o Lado do Rei e Senhor de tudo o que foi criado. Ferida que neste momento se abre mais profundamente com as acções cometidas contra a santidade do ministério Sacerdotal, ferida que neste presente lacera o Corpo Místico, ferida de desamor das pessoas consagradas que mundanizam este ministério e o profanam sem temor.

 

O meu corpo já só é sustentado pelo Amor, pelo Amor e com tal o meu Senhor Jesus Cristo diz-me: Filha, vê quanto consegue o Meu Amor! Uma gota, um suspiro do Meu Amor dá vida. E aqui o coloco perante o homem. TOMAI-O, TOMAI-O HUMANIDADE, TOMAI-O, BEBEI O MEU AMOR!

 

O olhar turvado e o meu corpo unido ao de Jesus sente-se desidratar completamente. Vejo uma chaga de amor supremo pendendo do Santo Lenho. Já o meu Divino Jesus se dispõe a exalar o Seu Espírito, os Anjos todos choram perante este quadro impossível de descrever com palavras humanas e exclamam: O que vos fizeram, Rei, o que vos fizeram os que Vós amais!... Caindo de joelhos aos pés da Cruz de glória e majestade, vêem o Divino Corpo que treme.

 

Os Lábios Divinos foram encobertos perante um Rosto que, embora inchado, não pode ocultar tão infinita beleza, tão infinito amor e... vejo esses Olhos Divinos que neste momento contemplam a Mãe e o seu amado discípulo e neste discípulo vêem todas as almas fiéis que oferecem a sua vida por amor a Ele, a Sua Mãe e ao próximo.

 

Funde-se com o Santo Lenho e ergue o Seu olhar para o Céu e em segredo diz a Seu Pai:

 

“Aqui jaze o Vosso Amor pelo homem, aqui Me entrego por cada um deles, aqui neste Lenho pende o Vosso Filho. Pai! Por amor aceitai a Minha reparação por cada um deles, por todos os tempos. Pai! Perdoai a Vosso Povo e dai-lhe a salvação. Aqui nasce a Minha Misericórdia, neste Lenho salvo a cada pecador arrependido. Não haverá ser humano verdadeiramente arrependido que a Minha Misericórdia não alcance. Aqui jaze, Pai, o Vosso Amor por Vossos filhos, aqui, em Vosso Filho”.

 

E com dores profundas, dores atrozes, dores infinitas, Nosso Jesus resgata aquelas almas no último suspiro de vida, Ele arrebata-as às mãos do maligno.

 

Vejo, sinto, toda a Criação emudecer. O silêncio é verdadeiro silêncio, nem um cabelo cai, tudo permanece em silêncio.

 

O Filho de Deus e Salvador da humanidade estremece por todo o Seu Corpo e desde o íntimo do seu Ser, os raios de luz misericordiosos alcançam todos os seres humanos... e Jesus exala o Seu Espírito.

 

A Terra geme e estremece, a água agita-se, o vento sopra com força, a natureza grita.

O inferno teme perante o triunfo do Amor Divino.

 

O Sol obscurece-se, as estrelas apagam-se, a Lua obscurece-se, prestando honras ao Rei que venceu.

 

Este é o meu viver dos últimos momentos do Meu Amado Jesus na Cruz.

 

Prostrada perante o meu bom Jesus Crucificado e unida a toda a humanidade, digo-lhe com todo o meu amor:

 

“ADORAMOS-VOS Ó CRISTO E VOS BEM-DIZEMOS

PORQUE POR VOSSA SANTA CRUZ E MORTE, REDIMISTES O MUNDO”. ÁMEN.